O que esperar do Botafogo de 2022?

Thiago Pinheiro
2 min readJun 7, 2022

Uma tentativa de entender as expectativas e objetivos dos envolvidos com o Botafogo neste ano zero.

Para aonde esperamos que Luis Castro leve o Botafogo?

Não é fácil ter paciência com o Botafogo de 2022. Nutrimos esperança e passamos a sonhar. Mas é possível ser comedido nos sonhos? Se estes não têm a realidade como teto, é natural que sejam atmosféricos.

Textor acendeu o alerta em entrevista no início de abri para O Globo: “Será um começo bem-sucedido se não formos rebaixados”.

Até eu fiquei surpreso com a frase, mesmo entendo o recorte espalhafatoso do jornal. Ali, o novo dono do Botafogo me pareceu muito mais preocupado em traçar uma linha para o 1º estágio do que um real receio de cair, contrariando o seu comportamento em vários momentos anteriores.

Ele continuou:

“É a primeira coisa que você tem que fazer quando se sobe. E então consolidar. Acho que temos equipe para ficar na metade superior da tabela? Sim, acho que vamos ter uma folha salarial tão alta quanto quase todos, estaremos entre as seis ou sete melhores.”

Posto isso, ficam as perguntas:

1 — O que foi demandado de Luis Castro?

Devia, ele, montar as bases para um time para 2023? Tal tarefa é excludente com uma possível subida na tabela agora?

2 — O que a torcida espera de 2022?

Quer títulos? Um ano sem rebaixamento é fracasso?

E se as respostas às 2 principais perguntas (objetivos para Luis Castro e expectativa da torcida) forem bem diferentes? Vai haver ruído? Qual será a reação?

Sei que times não são formados de uma hora para outra. É necessário tempo e entrosamento, mas contam, também, bons jogadores. O Botafogo pode até ter tido bem menos dos 2 primeiros, mas times tecnicamente bem inferiores têm conseguido resultados positivos quando nos enfrentam. Isso ajuda a minar a confiança da torcida.

Não vai ser fácil lidar com o ano de 2022. Eu mesmo já me peguei pensando em Libertadores. Mas eu me lembro que este Botafogo é um time sem local para treinar, com um elenco mal formado e que teve que contratar às pressas.

Além disso, por ter tido acesso aos números (e às ações de dirigentes) do Botafogo nestes últimos anos, a minha visão sobre 2022 era catastrófica. Com a venda, passei a ter esperança. Então, vocês devem entender que eu acabo sendo muito mais paciente do que a maioria.

Eu realmente espero que 2022 nos dê alegrias, mas sei que não será fácil. Torço demais para que passemos um ano tranquilo e que, sei lá, façamos alguma graça na Copa do Brasil.

Esse é o ano zero do nosso novo Botafogo. Que, pelo menos, ele sirva para plantar os alicerces de um futuro glorioso.

Saudações alvinegras

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Thiago Pinheiro

Jornalista e fugitivo arrependido do curso de Literatura